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Soul Portugal

 

Vinhos com tradição e história

 

Barca Velha (Sogrape)

Região: Douro

Produtor: Casa Ferreirinha (Sogrape Vinhos)

Enólogo: Luís Sottomayor

O mais clássico e emblemático dos tintos portugueses foi criado em 1952 pela mão de Fernando Nicolau de Almeida, um homem genial que com a sua tenacidade e conhecimentos adquiridos em França (estudou na Borgonha e em Bordéus) e em Espanha (Rioja) decidiu aplicar as técnicas de fermentações para produzir um vinho de mesa de grande qualidade para época. Foram os primeiros vinhos a serem produzidos com a temperatura de fermentação controlada, com um importante detalhe de que naquela época não havia luz elétrica na região e o gelo vinha do Porto (200km).

Edições: Como este vinho nasce apenas de vindimas excepcionais, tiveram apenas 17 edições até hoje, sendo que nas últimas décadas saíram 1991, 1995, 1999, 2000 e 2004. Na década de 1970 só teve uma edição, a de 1978.

Consumo: Este vinho tem uma boa evolução em garrafa, a empresa estima que atinja o "apogeu" em 15 a 20 anos após a colheita, "prevendo-se contudo que se mantenha vivo por um período até hoje indeterminado", desde que a garrafa seja mantida deitada em local seco e fresco ao abrigo da luz.

O Barca Velha fica em torno de 8 anos a maturar na adega. O de 2004 foi o um dos grandes lançamentos em 2012 que, uma vez mais, seguiu a tradição de ser clássico, intenso, complexo e com muita elegância e em perfeito equilíbrio.

Preço do 2004: € 100 (mas a procura por uma das 26.068 garrafas é enorme)

Castas do 2004: Touriga Nacional (40%), Touriga Franca (30%), Tinta Roriz (20%) e Tinto Cão (10%).

Ficha Técnica Barca Velha 2004

 

Quinta do Vale Meão (família Olazabal)

Região: Douro

Produtor: Quinta do Vale Meão

Enólogo: Francisco Olazabal

A tataravó de Francisco de Olazabal era Dona Antônia de Adelaide Ferreira, mais conhecida por Ferreirinha, uma grande mulher e empresária do século XIX que chegou a ter mais de trinta quintas no Douro, onde se dedicou a produção do vinho do Porto. Já o avô de Francisco de Olazabal, Fernando Nicolau de Almeida, foi criador do Barca Velha em 1952. O pai, Francisco Javier de Olazabal, foi presidente da Ferreirinha até 1998, ano em que decidiu renunciar ao cargo para se dedicar juntamente com seu filho Francisco de Olazabal y Nicolau de Almeida, à produção dos vinhos da Quinta do Vale Meão, que teve sua primeira edição em 1999.

Dada essa intrínseca relação com a criação e a produção do Barca Velha, alguns chegam a chamar os vinhos da Quinta de Barca Nova. 

Antes de 1998, a Quinta do Vale Meão fornecia as suas uvas para a Casa Ferreirinha, sendo que parte delas eram utilizadas para a produção do Barca Velha.

Os vinhos da Quinta do Vale Meão tem notas de muitas frutas, dotado de uma delicada elegância e extrema precisão. Como estes vinhos envelhece bem em garrafa e é produzido todo ano, o preço aumenta de acordo com a idade, por exemplo o de 1999 encontra-se por € 295 e o de 2010 por € 60.

Preço do Quinta do Vale Meão de 2007: €95

Castas do Quinta do VAle Meão de 2007: 60% Touriga Nacional, 20% Touriga Franca, 15% Tinta Roriz e 5% Tinta Barroca.

Preço do Meandro 2009: €11

Castas do Meandro 2009: 35% Touriga Nacional, 30% de Touriga Franca, 25% de Tinta Roriz, 5% de Tinta Barroca e 5% de Sousão. 

Ficha Técnica Quinta do Vale Meão 2007

 

Quinta do Castro

Região: Douro

Produtor: Quinta do Crasto

Enólogo: Dominic Morris e Manuel Lobo

As primeiras referências conhecidas da Quinta do Crasto datam de 1615. Fernando de Almeida, criador do Barca Velha, tornou-se administrador da Quinta em 1923 após o falecimento de seu pai. Em 1981, sua filha Leonor Roquette e o marido Jorge Roquette assumiram a maioria do capital e, com a ajuda de seu filhos Miguel e Tomás, deram início ao processo de remodelação e extensão das vinhas, sendo que algumas são vinhas centenárias que continuam a produzir néctares fabulosos!

Preço do Vinha Maria Teresa 2009: €225

Castas do Vinha Maria Teresa 2009: Vinhas Velhas com cerca de 30 castas diferentes!

Preço do Crasto Tinto 2007: € 10 (muito bom!)

Castas do Crasto Tinto 2007: Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca e Touriga Nacional

Preço do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2009: € 27

Castas do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2009: Cerca de 30 castas diferentes

Ficha Técnica Quinta do Crasto 2007

 

Niepoort

Região: Douro

Produtor: Niepoort

Enólogo: Eduardo Dirk Niepoort e Luís Seabra

A Niepoort é uma empresa familiar desde 1842 onde cinco gerações já estiveram à frente dos negócios, sempre com uma sucessão bem sucedida, sendo condição “sine qua non” que duas gerações trabalhem lado a lado. Eduardo Dirk Niepoort, nascido em 1964, e sua irmã Verena Niepoort estão a frente dos negócios desde 2005.

A Quinta de Nápoles foi comprada pela Niepoort em 1987, composta por 30 ha de vinhas com idades compreendidas entre dezoito e os setenta anos. Aqui nascem os vinhos tintos, rosés e brancos da Niepoort.

A Quinta de Carril, junto à Quinta de Nápoles e adquirida em 1988, acrescenta 9 ha de vinhas velhas que produzem as uvas a partir das quais é vinificado o conceituado Batuta! 

A Niepoort tem uma extensa gama de produtos, todos feitos com muito rigor e dedicação, fazendo com que os vinhos tenham que ser degustados em diferentes ocasiões para se poder sentir a diferença entre eles.

Preço do Redoma Tinto 2009: €28

Castas do Redoma Tinto 2009: Tinta Amarela, Touriga Franca, Tinta Roriz e outras.

Preço do Batuta 2009: €60

Castas do Batuta 2009: Tinta Amarela, Touriga Franca, Tinta Roriz, Rufete, Malvazia Preta e outras.

 

Pêra Manca (Cartuxa - FEA)

Região: Alentejo

Produtor: Adega da Cartuxa (Fundação Eugênio de Almeida)

Enólogo: Pedro Baptista

A Fundação Eugénio de Almeida é uma instituição de direito privado e utilidade pública, fundada em 1963 pelo Engenheiro Vasco Maria Eugénio de Almeida, com reconhecida tradição e uma longa história no setor vitivinícola desde finais do século XIX. 

Um vinho produzido pela Casa Agrícola José Soares e com o nome de “Pêra Manca” existiu até o início do século XX, chegando a colecionar importantes prêmios internacionais, como medalhas de ouro em Bordeaux em 1897 e 1898. Mas em 1920, após a morte do proprietário, a vinícola fechou as portas e o "Pêra Manca" desapareceu. Já em 1988, o herdeiro da Casa Agrícola José Soares, o Dr. José António de Oliveira Soares, doou a marca "Pera Manca" à FEA. A partir daí, o produto top da entidade, até então chamado de "Cartuxa Garrafeira", ganhou o nome do ancestral vinho cabralino. A primeira safra do “novo Pêra Manca" chegou em 1990, encerrando um hiato de 70 anos na história desse ícone Alentejano.

O Pêra Manca não é produzido todos os anos, quando a safra não atinge todas as características especiais os vinhos são engarrafados como Cartuxa Reserva.

Edições: 1990, 1991, 1994, 1995, 1997, 1998, 2001, 2003, 2005, 2007 e 2008.

Preço do 2008: €180

Castas do 2008: Trincadeira e Aragonez

Ficha Técnica Pêra Manca 2008

 

Mouchão

Região: Alentejo

Produtor: Herdade do Mouchão

Enólogo: Paulo Laureano

Mais de cem anos de história de uma das casas com mais tradição na produção de vinhos em Portugal. A diferença escreve-se de três maneiras distintas: uma casta (Alicante Bouschet), um “terroir” muito próprio e uma adequada vinificação tradicional implantada desde 1901.

A gama Mouchão é conhecida pela sua longevidade, evoluindo favoravelmente ao longo dos anos e por essa razão só são lançados no mercado quando atingem um equilíbrio e harmonia adequados, o que significa no mínimo 4 anos de estágio na adega.

Destaques: 63, 74, 82, 85, 88, 88, 92, 98 e 99 (João Paulo Martins)

Preço do Mouchão 2006: €30

Castas do Mouchão 2006: Alicante Bouschet (70%) e Trincadeira (30%)

 

Os novos embaixadores de Portugal

 

Quinta do Vallado

Região: Douro

Produtor: Quinta do Vallado

Enólogo: Francisco Olazabal

A Quinta do Vallado, construída em 1716, é uma das Quintas mais antigas e famosas do Vale do Douro, tendo pertencido a lendária Dona Antónia de Adelaide Ferreira, e que até hoje está na posse de seus descendentes. Durante 200 anos, teve como principal atividade a produção de vinhos do Porto. 

Mas foi em 1993, já sob a direção de Guilherme Álvares Ribeiro e sua mulher Maria Antónia Ferreira, que a empresa decidiu produzir seus próprios vinhos, inciando uma profunda reestruturação das vinhas, rompendo com a tradição de misturar diferentes castas na mesma parcela. Hoje, com 50 ha de vinha com idade entre 11 a 18 anos, compensada por 20 ha das melhores parcelas de vinha com mais de 80 anos, a Quinta do Vallado e os seus responsáveis, João Ferreira Álvares Ribeiro, Francisco Ferreira (responsável pela gestão agrícola) e Francisco Olazabal (enólogo), todos tetranetos de Dona Antónia, alcançaram já um patamar muito elevado, reconhecido por várias instâncias nacionais e internacionais.

A nova adega e cave de barricas, concluída em 2009, alia a arquitetura vanguardista com a mais avançada tecnologia.

Preço do Quinta do Vallado Touriga Nacional 2010: €20

Ficha Técnica Touriga Nacional Quinta do Vallado

 

Cortes de Cima

Região: Alentejo

Produtor: Herdade Cortes de Cima

Enólogos: Hans Kristian Jorgensen, Hamilton Reis e Hugo Almeida

Hans, um dinamarquês que trabalhou durante 20 anos na Malásia numa fábrica de processamento de óleo de palma, em uma de suas muitas viagens de veleiro, chegou acidentalmente à Vidigueira, onde decidiu se instalar em 1988, e plantou as primeiras vinhas em 1991. Como é necessário esperar de 5 a 6 anos até a primeira garrafa, o primeiro Cortes de Cima foi lançado ao mercado em 1996. Foi muito criticado pelos produtores locais, uma vez que Hans resolveu quebrar a tradição onde, por um lado e depois de muito estudo, optou por plantar castas tintas ao invés das usuais catas brancas e, por outro, foi contra os regulamentos DOC e decidiu plantar a casta Syrah, ainda não reconhecida na época. Foi em 1998, que o Syrah “ilegal”, mais conhecido como Incógnito, ganhou a medalha de ouro em Bruxelas. Atualmente a Syrah é uma casta devidamente DOC e muito utilizada, tanto como um excelente monocasta como um elemento fundamental na composição de alguns vinhos bastante reconhecidos.

Incógnito e o Reserva 2008 são dois ícones da Cortes de Cima, sendo que o primeiro tem muita identidade por ser um monocasta e o segundo se apresenta um pouco mais equilibrado para os paladares tradicionais.

Preço Incógnito 2008: €70 

Castas Incógnito 2008: Syrah (100%)

Preço Reserva 2008: €55 

Castas Reserva 2008: Aragonez (44%), Touriga Nacional (24%), Syrah (20%) e Petit Verdot (12%).

Ficha Técnica Cortes de Cima Reserva 2008

 

Herdade da Malhadinha Nova

Região: Alentejo

Produtor: Herdade da Malhadinha Nova

Enólogos: Luis Duarte e Rui Lopes

Um projeto moderno e de qualidade no baixo Alentejo da família Soares, que sempre esteve ligada ao vinho, por serem um dos principais distribuidores de bebidas na região através da Garrafeira Soares. Foi a realização de um sonho que começou em 1998 com a plantação das primeiras vinhas. Como é necessário esperar de 5 a 6 anos até a primeira garrafa, o primeiro vinho da Herdade da Malhadinha foi lançado no mercado em 2003, sendo muito bem recebido, com elogios à moderna tecnologia empregada e à identidade dos vinhos, caracterizados pelos aromas intensos, notas de frutas e toques suaves de barricas.

Tem uma boa gama de vinhos, com preços variando de €9 (Monte da Peceguina) a €60 (Marias da Malhadinha). Uma boa opção é o Malhadinha Tinto 2009, por ser um vinho muito bem equilibrado com notas florais, frutado e notas de barrica bem integrada.

Preço Malhadinha Tinto 2009: €29 

Castas Malhadinha Titno 2009: Tinta Miuda (30%), Aragonês (30%), Alicante Bouschet (20%), Touriga Nacional (12%) e Syrah (8%).

Ficha Técnica Malhadinha Tinto 2009

 

Duorum

Região: Douro

Produtor: Duorum Vinhos

Enólogos: José Maria Soares Franco e João Portugal Ramos

Dois enólogos, que marcam a história do vinho em Portugal nas últimas duas décadas em duas regiões importantes e reconhecidas de Portugal, decidiram realizar o sonho desse projeto de elevada qualidade e personalidade. João Portugal Ramos do Alentejo e José Maria Soares Franco do Douro, um dos principais enólogos do Barca Velha, juntaram as suas vastas experiências para produzirem vinhos de características únicas e de apelo internacional.

A Dourum Vinhos colocou no mercado os seus primeiros vinhos em 2007 e, como esperado, recebeu críticas bastante positivas.

Preço do Duorum Vinhas Velhas Reserva 2009: €27

Castas do Duorum Vinhas Velhas Reserva 2009: Vinhas Velhas com predominância de Touriga Nacional (45%), Touriga Franca (45%), 

Tinta Roriz (5%) e Sousão (5%).

Ficha Técnica Duorum Reserva 2009


 

As Boas Compras

 

Niepoort (Douro), tem uma vasta gama de vinhos, prove os da gama de entrada:

  • Maquia Douro Tinto 2008 (€9)
  • Vertente Douro Tinto 2009 (€ 14)

Quinta Nova (Douro):

  • Grainha Reserva Tinto 2009 (€13)

QuInta do Vallado (Douro)

  • Branco 2010 (€ 6)
  • Tinto 2009 (€8)

Quinta do Crasto (Douro)

  • Tinto 2009 (€9)
  • Branco 2010 (€9)

Quinta das Brolhas (Douro)

  • Reserva Tinto 2008 (€13)

Quinta do Vale Meão (Douro)

  • Meandro - Tinto 2009 (€11)

Duorum (Douro)

  • Tons de Duorum Tinto (€4)
  • Tinto 2009 (€10)

Churchill´s States (Douro)

  • Tinto 2008 (€10)

Duas Quintas (Douro)

  • Passa  Tinto 2009 (€6)
  • Branco 2010 (€9)
  • Tinto 2009 (€ 12)

Symington (Douro)

  • Altano Branco 2010 (€4)
  • Altano Tinto 2009 (€ 4)
  • Altano Quinta do Ataíde Reserva Tinto 2008 (€10)

Quinta de Lourosa (Douro)

  • Quinta de Lourosa Branco 2011 (€4)

Adega Cooperativa de Portalegre (Alentejo)

  • Conventual Braco 2010 (€3)
  • Conventual Tinto 2009  (€3)

Carmim (Alentejo)

  • Reguengos Reserva Branco 2010 (€4)
  • Reguengos Reserva Tinto 2009 (€4)
  • Carmim Alicante Bouschet 2009 (€9)

Fita Preta (Alentejo)

  • Tinto 2008 (€9)

Granadeiro (Alentejo)

  • Vale do rico homem branco 2010 (€4)
  • Tapada do Barão Branco 2010 (€5)
  • Tapada do Fidalgo Tinto 2010 (€4)

João Portugal Ramos - Adega Vila Santa (Alentejo)

  • Loios Branco 2010 (€3)
  • Reserva Tinto 2009 (€10)

Herdade das Servas (Alentejo)

  • Gama Monte das Servas (€4)
  • Gama Herdades das Srevas (€9)

Temperatura Recomendada (Celsius)

Pode ser considerado por muitos como preciosismo e/ou excesso de zelo, mas a verdade é que servir um bom vinho à temperatura ideal pode ser um divisor entre ter um vinho aveludado ou agressivo, um vinho vivo e fresco ou sem alma.

Brancos leves doces: 5 – 10 (°C)

Espumantes brancos: 6 – 10 (°C)

Espumantes rosé: 6 – 10 (°C)

Brancos secos leves: 8 – 12 (°C)

Espumantes tintos: 10 – 12 (°C)

Brancos secos médios: 10 – 12 (°C)

Brancos secos encorpados: 12 – 14 (°C)

Brancos doces encorpados: 12 – 14 (°C)

Rosés: 6 – 12 (°C)

Tintos leves: 14 - 16 (°C)

Tintos médios: 15 – 17 (°C)

Tintos encorpados ou com taninos: 17 – 20 (°C)

Espirituosos: 17 – 20 (°C)

 

 
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