Quintas no Douro: Quinta de Ervamoira (Ramos Pinto)


Uma das empresas mais emblemáticas do mercado de vinhos do Douro, localizada mais especificamente no Douro Superior, terras onde a revolução nos métodos de produção se fazem presentes, permitindo a apresentação de novos vinhos e novas tendências.

O ponto de partida é na aldeia de Muxagata, que com pouco mais de uma dezena de habitantes e traços históricos de arquitetura medieval, é um portal original para se iniciar a jornada até a Quinta de Ervamoira, uma das quintas do conceituado grupo Ramos Pinto.

Serão oito quilómetros a bordo de um jeep 4×4 por entre morros e vales depois, percorrendo um acidentado caminho de terra com pedras, chegamos à uma das vistas mais impressionantes que esta região pode nos contemplar: mais de 150 hectares de vinhas devidamente alinhadas e acompanhadas por uma vegetação verde e exuberante que recobrem as encostas suaves dos montes junto ao vale do rio Côa. Junto à sua margem direita, há gravuras rupestres que podem ser visitadas e que salvaram a quinta de ser submersa pelas águas da barragem de Foz Côa.

A recepção é na casa de xisto da quinta que integra as dependências voltadas para o enoturismo, um pequeno museu dedicado ao vinho e aos ricos vestígios da era paleolítica no vale do Côa. Um brinde com Champagne Cristal Roederer 2005 (que apesar de muito jovem é muito bom) e alguns minutos depois a prova de três grupos espectaculares de tintos: Duas Quintas Reserva, Duas Quintas Reserva Especial e três Porto Vintage.

A cor “tinto” é outro pormenor revolucionário no projeto Duas Quintas. Antes dele não existia vinho tinto na zona de Muxagata: “aqui era tudo vinho branco” informa João Nicolau de Almeida, o principal gestor da Quinta.

A prova dos vinhos tintos da “Ramos Pinto” revela um conjunto em excelente forma, elegantes, robustos e com enorme potencial para os mais novos. No Reserva Especial, as uvas utilizadas são provenientes das vinhas velhas que são cuidadosamente esmagadas a pé, os lagares “sangrados” por gravidade e o vinho envelhecido em pipas velhas até ser engarrafado no 4º.ano após a vindima. E por que os vinhos se chamam “Duas Quintas”? Por que as uvas são provenientes das Quintas de Ervamoira e de Bons Ares. Apesar das uvas do Reserva Especial serem provenientes da Quinta da Urtiga, optaram por manter a classe “Duas Quintas” para não “criar” mais uma classe de vinhos.

O maravilhoso almoço poderá servido nestas magníficas instalações, seguida de um passeio pelas pinturas rupestres junto ao rio Côa. Outra opção é fazer uma curta viagem até a outra quinta do grupo, a Quinta dos Bons Ares, que por sinal, faz jus ao nome!

Quinta de Ervamoira, Ramos Pinto

SEGUINDO PARA OS BONS ARES DO ALTO

Da aldeia histórica de Marialva até a Quinta dos Bons Ares o percurso mostra um Douro bem distinto da paisagem da Quinta de Ervamoira. Policultura, oliveiras, amendoeiras e vinhas com alguns bosques, matos e hortas perto dos casarios numa paisagem ordenada, limpa e bastante mais arejada e humanizada que o local da Ervamoira.

Visita ao centro de vinificação onde a Ramos Pinto vinifica os vinhos do Douro Superior. É de apreciar o rigor estético, o grande respeito e conservação dos aspectos tradicionais de vinificação e o cunho familiar de alma portuguesa, que hoje faz parte do grupo Roederer. Aqui ficará surpreso com os aromas dos brancos Bons Ares e do esplendor dos brancos Duas Quintas e principalmente do Duas Quintas Reserva.

O almoço poderá ser de baixo de um carvalho em plena natureza da quinta, onde recebe-se à mesa, além da boa comida, a brisa Trasmontana de altitude e os néctares aqui produzidos para celebrar o projeto que desenhou o Douro que todos conhecemos, através de conceitos revolucionários, grandes vinhos e sobretudo muito amor e dedicação à vitivinicultura e singularidade do grande vale do Douro.

Com este breve texto esperamos ter contribuído com o planejamento de sua viagem a Portugal!

Para maiores informações e esclarecimentos, entre em contacto conosco através do email info@soulportugal.com, que teremos todo o prazer em ajudá-lo!

Boa viagem!

 

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